Do interior de São Paulo para os tribunais: o grupo Carreta Furacão, famoso por seus desfiles irreverentes pelas ruas, virou protagonista de uma disputa jurídica que mexe com a memória afetiva de muita gente.
Desde 2024, uma empresa ligada ao grupo conquistou o direito exclusivo de uso do personagem “Fofão”, criado por Orival Pessini nos anos 1980. A conquista transformou o que antes era apenas diversão em um negócio sério — e já resultou em mais de 50 processos contra carretas e empresas que utilizam a figura sem autorização.
O personagem, que marcou gerações na TV, virou símbolo das apresentações da Carreta Furacão. Mas agora, quem quiser usar o “Fofão” precisa pedir licença. A medida divide opiniões: para uns, é proteção legítima da marca; para outros, um freio na cultura popular que sempre circulou de forma espontânea.
O fato é que o grupo, antes visto como alvo de piadas e memes, hoje se posiciona como guardião de um ícone nacional — e não hesita em acionar a Justiça para defender seus direitos.
👉 O caso mostra como o entretenimento de rua pode se transformar em disputa milionária, colocando em jogo nostalgia, identidade cultural e propriedade intelectual.





























